A pesquisa ABTD se tornou uma das principais fontes de consulta para profissionais de RH que precisam tomar decisões mais embasadas.
O aprendizado corporativo ganha cada vez mais peso estratégico. Com isso, é essencial contar com dados confiáveis.
O panorama do treinamento no Brasil é um verdadeiro termômetro do mercado de T&D, pois ajuda a entender os comportamentos e as mudanças reais na forma como as empresas desenvolvem pessoas.
Neste artigo, vamos analisar os principais pontos da pesquisa ABTD, explorando dados, tendências e interpretações práticas que ajudam a transformar informação em estratégia.
O que é a pesquisa ABTD e por que ela existe
A pesquisa ABTD integra o Panorama do Treinamento no Brasil, um estudo anual realizado pela Associação Brasileira de Treinamento e Desenvolvimento.
O levantamento reúne dados de empresas de diferentes portes e setores, criando uma visão ampla e representativa do mercado brasileiro.
Seu propósito é claro: entender como as organizações estruturam seus programas de T&D, quanto investem, quais formatos utilizam e quais temas recebem mais atenção.
Com esse mapeamento, as empresas comparam as suas práticas com a média do mercado e identificam as oportunidades de evolução.
Como o estudo acontece há anos, ele permite a realização de análises comparativas que mostram tendências de crescimento, estagnação ou mudança de foco ao longo do tempo.
Na prática, a pesquisa ABTD funciona como uma base para o planejamento e revisão de estratégias, sendo de extrema importância para a tomada de decisões mais conscientes em T&D.
Por que a pesquisa ABTD é referência para profissionais de T&D?
A pesquisa da ABTD se consolidou como referência para profissionais de Treinamento e Desenvolvimento porque oferece dados concretos sobre práticas reais adotadas no mercado, indo além de intenções ou projeções teóricas.
Isso dá credibilidade às análises e permite que equipes de T&D compreendam o que outras empresas estão fazendo de fato, que é um insumo essencial para decisões mais assertivas.
Mas, especialmente em um ano como 2026, marcado por eventos que impactam fortemente a rotina corporativa, como Copa do Mundo, eleições, feriados em dias úteis e pressões por resultados, não basta apenas entender o cenário atual: é preciso se antecipar aos desafios que virão.
É justamente aí que o Guia Mobiliza 2026 para T&D se torna um complemento estratégico valioso. Enquanto o Panorama ABTD mostra o como o mercado está hoje, o guia da Mobiliza oferece uma visão voltada para o que realmente importa no ano que vem.
Ele organiza uma análise prática dos vetores que vão impactar T&D em 2026, ajuda a mapear eventos e suas implicações para a área e ainda entrega decisões concretas e templates prontos para planejar com eficiência.
Essa união entre a base sólida de dados da pesquisa ABTD e a perspectiva prospectiva e operacional do Guia Mobiliza amplia o repertório do profissional e fornece ferramentas para agir com antecipação, tomando as decisões mais estratégicas e estruturando planos de ação que realmente façam a diferença ao longo do ano.
Principais dados da pesquisa ABTD 2025–2026
A edição 2025–2026 da pesquisa ABTD mostra que a maioria das empresas brasileiras já trabalha com orçamento anual definido para Treinamento e Desenvolvimento.
Segundo o estudo, 89% das organizações possuem orçamento anual de T&D definido, apontando para uma adoção cada vez mais estratégica da área.

O investimento médio em T&D por colaborador se mantém relativamente estável em relação aos anos anteriores.
A média nacional é de aproximadamente 1,70% da folha de pagamento anual destinada a treinamento e desenvolvimento.
Mesmo diante de cenários econômicos mais desafiadores, as empresas continuam reconhecendo a importância do desenvolvimento contínuo.
Outro indicador relevante envolve o percentual da folha de pagamento destinado a treinamentos. Embora esse número varie conforme o porte da empresa, ele reforça que o T&D segue presente nas prioridades estratégicas.
A pesquisa também revela a média anual de horas de treinamento por colaborador, demonstrando que o aprendizado contínuo já faz parte da rotina organizacional, e não apenas de ações pontuais.
Como as empresas distribuem seus investimentos em T&D

A pesquisa ABTD também detalha como as organizações distribuem seus recursos entre diferentes tipos de ações de treinamento.
Atualmente, cerca de 51% do orçamento anual de T&D é destinado a atividades terceirizadas. Uma parte significativa do investimento segue direcionada a iniciativas terceirizadas, como consultorias, cursos externos e plataformas especializadas.
Ao mesmo tempo, aproximadamente 41% desse orçamento é voltado para ações internas, com conteúdos desenvolvidos pelas próprias empresas. São ações como essa que indica uma busca maior por personalização e alinhamento com a realidade do negócio.
Já os cursos curriculares tradicionais, como graduação e pós-graduação, aparecem com menor representatividade no orçamento total. Isso não significa perda de valor, mas sim uma mudança de foco para formatos mais práticos e aplicáveis.
Tendências de T&D destacadas pela pesquisa ABTD
Algumas tendências foram apontadas na pesquisa. Dentre elas estão:
O avanço da inteligência artificial no aprendizado corporativo
Um dos pontos mais relevantes da pesquisa ABTD é o crescimento expressivo do uso de inteligência artificial nos treinamentos. Segundo os dados, 69% das empresas já utilizam IA na criação de conteúdos educacionais.
Esse avanço representa uma mudança importante na forma como o T&D opera, onde a tecnologia passa a influenciar diretamente o desenho das experiências de aprendizagem.
A IA também facilita a análise de dados e a identificação de lacunas de conhecimento, permitindo que sejam realizados ajustes mais rápidos e precisos nos programas de treinamento.
Leia também: IA no treinamento e desenvolvimento: dados ATUALIZADOS
A consolidação dos formatos digitais e híbridos
Os dados da pesquisa ABTD confirmam a consolidação dos formatos digitais e híbridos como padrão em muitas organizações.
Conteúdos mais curtos e objetivos ganharam espaço, pois se encaixam melhor na rotina dos colaboradores e aumentam o engajamento.
O microlearning aparece como uma resposta direta à sobrecarga de informação, tornando o aprendizado mais acessível e aplicável no dia a dia.

Temas estratégicos que ganham protagonismo
Entre os temas mais abordados nos treinamentos, a pesquisa ABTD destaca o desenvolvimento de lideranças, competências comportamentais e habilidades socioemocionais.
As questões ligadas à saúde mental e ao bem-estar também ganharam espaço, mostrando que as empresas passaram a enxergar esses fatores como parte da performance e da sustentabilidade organizacional.
Além disso, iniciativas de diversidade e inclusão seguem em expansão, reforçando o papel do T&D na transformação cultural das empresas.
O que a pesquisa ABTD aponta sobre o futuro do T&D
Os dados indicam que o Treinamento e Desenvolvimento tende a assumir um papel cada vez mais estratégico.
O foco está passando apenas da entrega de cursos para o impacto real no desempenho e nos resultados do negócio.
A personalização do aprendizado aparece como uma tendência irreversível. Com apoio da tecnologia, os treinamentos se adaptam às necessidades individuais, respeitando diferentes ritmos e contextos.
Assim como, há uma redução gradual do foco em formações longas e genéricas, dando espaço a ações mais práticas e conectadas à realidade do trabalho.
Como usar os dados da pesquisa ABTD na prática
Os insights da pesquisa ABTD podem apoiar diretamente o planejamento anual de T&D. A partir dos dados, o RH consegue definir prioridades e revisar estratégias com mais segurança.
Dessa forma, essas informações também ajudam na escolha de formatos e tecnologias, evitando decisões baseadas apenas em tendências momentâneas ou percepções isoladas.
O uso contínuo da pesquisa também fortalece a posição estratégica do RH, que passa a atuar com base em dados de mercado e não apenas em demandas internas pontuais.

Por que a pesquisa ABTD é essencial para decisões em T&D
A pesquisa ABTD funciona como um guia estratégico para empresas que desejam desenvolver pessoas de forma mais alinhada às transformações do mercado.
A pesquisa ABTD mostra que o T&D no Brasil evolui de forma consistente, com mais estratégia, uso de tecnologia e foco em impacto real no negócio.
Os dados reforçam que desenvolver pessoas deixou de ser uma ação pontual e passou a integrar o planejamento das empresas.
Por isso, acompanhar a pesquisa ABTD não significa apenas entender o mercado, mas tomar decisões mais seguras, comparar práticas e estruturar treinamentos alinhados às novas demandas do trabalho.

